Os excedentes orçamentais de Portugal têm um nome: Segurança Social

Nos últimos anos, Portugal tem sido frequentemente apresentado como um caso de sucesso orçamental na Europa. Depois de décadas marcadas por défices públicos, o país conseguiu registar excedentes orçamentais e reduzir significativamente o peso da dívida pública.

Mas uma análise mais detalhada das contas públicas revela uma realidade menos conhecida: uma parte substancial destes excedentes tem sido gerada pela Segurança Social.

Ainda sobre a evolução do sistema capitalista

De uma forma algo redutora, para SHILLER, “o problema do comunismo é o comunismo, enquanto que o problema do capitalismo está nos capitalistas”, admitindo o autor que tem vindo a verificar-se uma evolução na função objectivo dos gestores mais orientada, em muitos casos, para o curto prazo e para o que alguns designam de high multiples.

A mão de Deus

Há precisamente quarenta anos, no Mundial de 1986, Diego Maradona marcou aquele que ficaria para a história como um dos golos mais polémicos de sempre. Com a mão esquerda, num gesto que o árbitro não viu, bateu a Inglaterra e eternizou a expressão “A Mão de Deus”. O episódio é recordado não apenas pela infração, mas pela força da narrativa que o rodeia. Quatro décadas depois, o futebol continua a viver tanto de histórias como de resultados. 

Do modelo do FMI

Quando nos referimos ao modelo de intervenção convencional do FMI-Fundo Monetário Internacional, estamos, em regra, a pensar no apoio concedido a países como o nosso em 1978 e em 1983-84, numa conjuntura particularmente difícil, em que ocorria um significativo agravamento da Dívida Externa e em que as reservas líquidas cambiais tendiam para a exaustão.

As curvas que a soja tem dado… e continua a dar

Para a China, a soberania alimentar constitui uma peça basilar da sua política, construída na conjugação de relações intersectoriais concretas. Neste sentido, a soja, pelo desempenho nessas múltiplas relações, tornou-se um eixo extremamente importante.

A Encruzilhada Global de Portugal: Da Periferia Turística ao Centro da Nova Geopolítica Energética

A economia portuguesa revela, em 2026, uma aparente solidez que contrasta com a fragilidade do contexto internacional. As projeções apontam para um crescimento de 1,8% a 2,0%, superando a média da Zona Euro, prevista em 0,9%. Contudo, como economistas, é nosso dever inquirir a natureza deste crescimento. A nossa “resiliência” está a ser posta à prova por um choque geopolítico que, partindo do Médio Oriente, expõe de forma crua as vulnerabilidades estruturais do nosso modelo de desenvolvimento.

Dos “Europeístas cépticos”

À direita e à esquerda sempre existiram “europeístas cépticos” que, reconhecendo que o nosso país não tem alternativa à opção pela UE, têm tendência para produzir amarguradas críticas contra a falta de “comando da Europa” e, portanto, contra a ausência de unidade da própria UE, contra a excessiva burocratização da experiência integracionista europeia, contra os “excessos regulatórios”, nuns casos, contra o “seguidismo excessivo” em relação ao que apelidam de imperialismo americano, noutros casos, contra os excessos de uma cultura “ultra-liberal” nos usos e costumes que “grassa pela Europa fora”.

Magnifica Humanitas: inteligência e bom senso

Na Magnifica Humanitas, o Papa Leão XIV emerge como um dos dirigentes mais lúcidos do espaço europeu contemporâneo. E é interessante notar que a sua postura converge de forma notável com a de Mario Draghi sobre a crise económica e política da UE.

Sinais de Bolha no Mercado Imobiliário Português: Uma Análise dos Desequilíbrios entre Preços, Rendimentos e Oferta Habitacional

O mercado imobiliário português tem registado uma valorização sem precedentes na última década. Entre 2015 e 2025, os preços da habitação cresceram muito acima da inflação, dos salários e da produtividade da economia nacional. Este artigo analisa os principais indicadores utilizados pela literatura económica para identificar potenciais bolhas imobiliárias, argumentando que Portugal apresenta atualmente diversos sinais de sobrevalorização estrutural que justificam preocupações quanto à sustentabilidade dos preços no médio prazo.

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