A competição tecnológica China-EUA

Economistas conceituados terão razão quando afirmam que o Ocidente está à beira do abismo. Quanto menos permeável for às mudanças, maior e mais rápida será a sua quebra de hegemonia, sobretudo na Europa, que não está a saber “divorciar-se” dos EUA, em tempo, de forma a construir o seu rumo.
Das limitações psicológicas ao desenvolvimento económico

Qualquer estratégia de internacionalização de uma pequena economia aberta terá de passar pela aposta na qualidade, no marketing e na especialização intra-sectorial.
Deste modo, importa aprofundar um conjunto de “domínios de intervenção”, tais como os da “teoria da localização empresarial”, da análise das preferências dos consumidores, do aproveitamento das actividades intersticiais e da investigação no que se refere às melhores formas de adaptação do progresso tecnológico à dotação de factores.
Cem medidas, Sem medidas

Permitam-me explorar o tema quente da agenda política atual. São cerca de cem medidas que o atual Governo, diria eu num programa sem medidas, talvez mesmo em contramedida, intenta troikamente impor uma mão cheia de inconsistência política e inconsciência social. A economia de texto leva-me a selecionar alguns pontos com maior destaque e a expô-los à consciência dos nossos concidadãos. Duvido que seja por ideologia, pela arbitrariedade, tão pouco será pelos dados internacionais oficiais, pela persistência infundada.
O fim dos territórios e a nova economia política

Em 1995, o professor francês Bertrand Badie escreveu um livro fundamental intitulado “La fin des territoires” acerca da desordem internacional e a utilidade social do respeito. Trinta anos depois, a desordem mantém-se e a utilidade social do respeito está pelas ruas da amargura. Os territórios, as fronteiras e a soberania convencionais enfrentam, hoje, a desmaterialização, a desterritorialização e a extraterritorialidade, razões de sobra para passarmos em revista as últimas oito décadas (1945-2025) e observarmos as metamorfoses do capitalismo que nos ajudam a perceber o caminho percorrido pela economia política. Vejamos, resumidamente, essas metamorfoses.
Os excedentes orçamentais de Portugal têm um nome: Segurança Social

Nos últimos anos, Portugal tem sido frequentemente apresentado como um caso de sucesso orçamental na Europa. Depois de décadas marcadas por défices públicos, o país conseguiu registar excedentes orçamentais e reduzir significativamente o peso da dívida pública.
Mas uma análise mais detalhada das contas públicas revela uma realidade menos conhecida: uma parte substancial destes excedentes tem sido gerada pela Segurança Social.
Ainda sobre a evolução do sistema capitalista

De uma forma algo redutora, para SHILLER, “o problema do comunismo é o comunismo, enquanto que o problema do capitalismo está nos capitalistas”, admitindo o autor que tem vindo a verificar-se uma evolução na função objectivo dos gestores mais orientada, em muitos casos, para o curto prazo e para o que alguns designam de high multiples.
Do trilema ao quadrilema: a autonomia monetária europeia em questão

Enquanto a Fed influencia o ciclo financeiro global, o BCE opera num contexto de dependência externa e de fragmentação interna. A ausência de uma verdadeira união financeira e orçamental limita ainda mais a sua capacidade de resposta.
A mão de Deus

Há precisamente quarenta anos, no Mundial de 1986, Diego Maradona marcou aquele que ficaria para a história como um dos golos mais polémicos de sempre. Com a mão esquerda, num gesto que o árbitro não viu, bateu a Inglaterra e eternizou a expressão “A Mão de Deus”. O episódio é recordado não apenas pela infração, mas pela força da narrativa que o rodeia. Quatro décadas depois, o futebol continua a viver tanto de histórias como de resultados.
Do modelo do FMI

Quando nos referimos ao modelo de intervenção convencional do FMI-Fundo Monetário Internacional, estamos, em regra, a pensar no apoio concedido a países como o nosso em 1978 e em 1983-84, numa conjuntura particularmente difícil, em que ocorria um significativo agravamento da Dívida Externa e em que as reservas líquidas cambiais tendiam para a exaustão.
As curvas que a soja tem dado… e continua a dar

Para a China, a soberania alimentar constitui uma peça basilar da sua política, construída na conjugação de relações intersectoriais concretas. Neste sentido, a soja, pelo desempenho nessas múltiplas relações, tornou-se um eixo extremamente importante.