Férias: tempo para ganhar perspetiva

A demografia não é apenas uma questão de aumento da população; é uma questão de continuidade, de renovação da comunidade, de afirmação da identidade coletiva e de projeto de vida.

Meios e Fins: Digitalização e Exames

A confusão entre meios e fins acarreta sempre erros de perceção graves e, muitas vezes, decisões contraproducentes. O que se passou com os exames nacionais configura este tipo de equívoco por parte do Ministro.

Comecemos por estabelecer a ordem correta. Exames com correção mais fiável, anónima, rápida, eficiente e a custos mais baixos são fins. A digitalização não passa de uma técnica, entre outras, para atingir aqueles fins.

China: a grande distância na qualidade de visão

A grande vantagem chinesa situa-se no imenso capital humano. A China é quem forma anualmente mais engenheiros no Mundo. Por outro lado, regista-se um retorno à China de quadros dos EUA, altamente especializados e com vasta experiência na área da IA.

Do ‘Export Led Growth Model’

Conforme a designação indica, o Export Led Growth Model corresponde a um modelo de crescimento assente nas exportações.

Numa pequena economia aberta, com restrições em termos de mercado endógeno, a grande “porta de saída” para o crescimento está, naturalmente, na expansão do sector exportador, o que justifica a aposta no SBT-Sector de Bens Transaccionáveis.

Inflação, Taxas de Juro e o Impacto na economia portuguesa: Uma Análise Atual

A economia portuguesa enfrenta um cenário complexo em 2026, marcado pelo regresso da inflação e pelo consequente aperto da política monetária do Banco Central Europeu. Em junho, o BCE decidiu aumentar as taxas de juro diretoras em 25 pontos base, elevando a taxa de depósito para 2,25%, interrompendo um ciclo de descidas que vinha a proporcionar algum alívio às famílias e empresas portuguesas. Esta decisão, embora esperada, não deixa de causar preocupação num país cuja estrutura económica é particularmente sensível às variações das taxas de juro. O motivo principal para esta inversão na política monetária é a aceleração da inflação, cujas projeções do Banco de Portugal apontam para que o Índice de Preços no Consumidor atinja os 3,1% em 2026, um valor claramente acima da meta de 2% definida pelo BCE, e que representa um desafio significativo para a capacidade de compra das famílias e para a competitividade das empresas nacionais.

A maior herança americana: romper com as ortodoxias

Ao celebrar os 250 anos da sua Independência, os Estados Unidos oferecem uma oportunidade para recordar que a sua influência no mundo foi muito mais profunda do que os acontecimentos recentes parecem sugerir.

A competição tecnológica China-EUA

Economistas conceituados terão razão quando afirmam que o Ocidente está à beira do abismo. Quanto menos permeável for às mudanças, maior e mais rápida será a sua quebra de hegemonia, sobretudo na Europa, que não está a saber “divorciar-se” dos EUA, em tempo, de forma a construir o seu rumo.

Das limitações psicológicas ao desenvolvimento económico

Qualquer estratégia de internacionalização de uma pequena economia aberta terá de passar pela aposta na qualidade, no marketing e na especialização intra-sectorial.
Deste modo, importa aprofundar um conjunto de “domínios de intervenção”, tais como os da “teoria da localização empresarial”, da análise das preferências dos consumidores, do aproveitamento das actividades intersticiais e da investigação no que se refere às melhores formas de adaptação do progresso tecnológico à dotação de factores.

Cem medidas, Sem medidas

Permitam-me explorar o tema quente da agenda política atual. São cerca de cem medidas que o atual Governo, diria eu num programa sem medidas, talvez mesmo em contramedida, intenta troikamente impor uma mão cheia de inconsistência política e inconsciência social. A economia de texto leva-me a selecionar alguns pontos com maior destaque e a expô-los à consciência dos nossos concidadãos. Duvido que seja por ideologia, pela arbitrariedade, tão pouco será pelos dados internacionais oficiais, pela persistência infundada.

O fim dos territórios e a nova economia política

Em 1995, o professor francês Bertrand Badie escreveu um livro fundamental intitulado “La fin des territoires” acerca da desordem internacional e a utilidade social do respeito. Trinta anos depois, a desordem mantém-se e a utilidade social do respeito está pelas ruas da amargura. Os territórios, as fronteiras e a soberania convencionais enfrentam, hoje, a desmaterialização, a desterritorialização e a extraterritorialidade, razões de sobra para passarmos em revista as últimas oito décadas (1945-2025) e observarmos as metamorfoses do capitalismo que nos ajudam a perceber o caminho percorrido pela economia política. Vejamos, resumidamente, essas metamorfoses.

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