A NEP e as externalidades do capitalismo tecno-digital

A Nova Economia Política (NEP) é, antes de mais, uma economia política da regulação das externalidades positivas e negativas do capitalismo tecno-digital em tempo de desterritorialização, extraterritorialidade, risco moral (os caçadores furtivos) e socialização do prejuízo. Em matéria ambiental, por exemplo, o problema essencial já não é, apenas, de redução, reciclagem, reparação e reutilização, a chamada sustentabilidade fraca (4R), mas, também, de transformação das boas práticas e comportamentos socioeconómicos e socioculturais, do ciclo de vida da natureza e dos produtos, da geografia das cadeias de valor e dos seus modelos de negócio, da economia dos bens públicos globais e dos bens comuns colaborativos, no conjunto, a chamada sustentabilidade forte. Em síntese, a NEP terá de lidar com dois níveis de regulação das externalidades – fraca e forte – do capitalismo tecno-digital com base nas duas grandes fontes de efeitos externos, a saber, a globalização e a extraterritorialidade, de um lado, e a privatização do benefício e a socialização do prejuízo, de outro.

Portugal, China e Estados Unidos

Os investimentos da China, no interior do País, orientados para a inovação e indústria têm-se defrontado com a presença de múltiplos entraves, o que em nada favorece o seu desenvolvimento.

Estratégias

Esbocemos, mentalmente, algumas imagens. Imaginemos uma paisagem de campo ― com o seu perfil constituído por colinas, vales, lagos…Imaginemos agora várias cidades a crescer nessa paisagem com as suas fábricas, os seus edifícios, uns pequenos, outros grandes, uns baixos, outros altos… tudo ligado por um sistema de estradas e caminhos de ferros … e docas para barcos nos lagos.

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