Geoeconomia e geopolítica em análise

Por: António Mendonça

Bastonário

A 17 e 18 de abril, o 11º Congresso Nacional dos Economistas propõe-se refletir sobre a economia internacional e portuguesa e o seu setor empresarial, sobre a política económica interna e o posicionamento nas instituições europeias e globais.

Nos dias 17 e 18 de abril realiza-se o 11º Congresso Nacional dos Economistas. O tema que serve de referência é Transformações em curso na Economia Global: Desafios e Oportunidades para Portugal e os Economistas. O tema não podia ser mais atual.

Em primeiro lugar porque com os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente estamos a viver uma aceleração de todas as transformações estruturais que estão a afetar a geoeconomia e a geopolítica atuais, incluindo a hegemonia estratégica americana. As afirmações da China, da Índia, dos BRICS e de outras economias emergentes, a par da perda de influência da Europa e da destruição da relação de confiança e de solidariedade entre os dois lados do Atlântico, criaram já novas qualidades que, seja qual for o desfecho final, não deixarão de influenciar a nova arquitetura da economia global que está a desenhar-se.

Em segundo lugar, porque todas estas transformações não deixarão de ter efeitos profundos em Portugal, enquanto pequena economia aberta, integrada na União Europeia e na zona euro, predominantemente recetora de impactos e pouco influente na emissão de novas dinâmicas.

São estas questões, nos diversos planos em que elas se colocam, que serão objeto de reflexão: da economia internacional à economia portuguesa e o seu sector empresarial, passando pela política económica interna e o posicionamento nas instituições europeias e globais. Mobilizando para isso um conjunto de participantes de referência, profissionais, institucionais e académicos.

Na manhã do primeiro dia, as atenções estarão concentradas na economia global. E a interrogação de partida será discutida pelo Economista Emérito, Vítor Constâncio, que intervirá, como orador de referência, sobre a Nova Ordem Mundial. Estes temas voltarão a ser abordados, de forma mais aplicada e sectorial com base em comunicações selecionadas, nas sessões paralelas que decorrerão durante a primeira sessão da tarde.

Ainda durante a tarde do primeiro dia, destacamos a homenagem a Carlos Costa, membro do Conselho Geral da Ordem dos Economistas, com a atribuição do título honorífico de Economista Emérito que intervirá igualmente como orador de referência sobre os Desafios da Europa e o papel de Portugal.

No segundo dia, a primeira sessão será dedicada ao Investimento e Financiamento das Empresas, contando como orador convidado Gonçalo Regalado, Presidente do Banco de Fomento, seguindo-se um painel de debate com diversos responsáveis da área. Uma segunda sessão será dedicada à apresentação de empresas em foco, aproveitando-se ainda para fazer a apresentação do Prémio Empreende Economy – uma iniciativa do Colégio de Especialidade de Economia e Gestão de Empresas.

De destacar neste segundo dia a atribuição do título de Membro Honorário da Ordem dos Economistas a António Costa Silva, que fará, igualmente como orador de referência uma intervenção sobre A Crise Geopolítica e Geoeconómica Atual e o Futuro.

O Congresso será um espaço privilegiado de análise e debate sobre os desafios que se colocam a Portugal e aos Economistas no momento atual. Um momento em que a Ordem dos Economistas reafirmará a sua missão de serviço público, contribuindo para a produção de responsabilidade, visão e coerência estratégica na exploração das oportunidades que, também, se abrem e se manifestam, sobretudo, como grandes exigências para o país.

 

In Jornal Económico – 17 de abril de 2026

Geoeconomia e geopolítica em análise

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