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	Comentários em: O ovo e a galinha e a geração mais qualificada de sempre	</title>
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	<description>Blog da Ordem</description>
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		Por: Ana Margarida Torres		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Margarida Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 11:35:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lamentavelmente estamos a permitir que o nosso ensino seja um embuste...
As alternativas são tão óbvias que até chegam a ser estranhas. Entao, se o ensino português estava considerado como uns dos melhores, para quê &quot;mexer na base&quot;? Todos sabem que em equipa vencedora não se deve mexer...
Ora, temos uma taxa de reprovação nula, ou quase, até ao 9º ano - ensinamentos tirados daqui:
- premeia-se quem não sabe, quem não trabalha e quem não se esforça.
- banaliza-se quem se esforça e trabalha
- ensina-se toda uma (neste caso várias) gerações a não ter consequências
- o &quot;normal&quot; é ser baldas, mal educado e desrespeitador em sala de aulas. Quem respeita, é educado e trabalha é tido como &quot;burro&quot;...
- importa é dar por dar, não importa dar para se saber. Um exemplo prático: como se dá a área sem ter dado as medidas de comprimento na perfeição? Como se resolvem problemas práticos se na escola não são levados a raciocinar? Como é que se quer que saibam fazer contas se usam sempre a calculadora?
- como interpretar se muitos alunos passam de ciclo (já não falo só de ano) sem saber ler fluentemente!?

Concordando consigo, Dr Jorge Fonseca de Almeida, enquanto continuarmos com os valores base de bem estar e respeitar os demais invertidos, o ensino não pode estar a ser bom. Quando se permite que as exceções se tornem o normal, quando um professor não é defendido em prol da falta de respeito do aluno, enquanto não se mostrar/ensinar aos alunos que só tem direitos quem cumpre o seu dever (independentemente da esfera em que se encontra: escolar, desportiva, doméstica, etc), temo que a mão de obra que vai chegar ao mercado de trabalho nos levará a um caminho de rutura e crise económica e social aguda.

É uma análise que carece de medidas rápidas/urgentes dos nossos dirigentes, da nossa sociedade porque, para todos os efeitos, os Encarregados de Educação estão a fazer um trabalho, também, duvidoso, pois somos todos responsáveis pelo desenvolvimento das gerações futuras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lamentavelmente estamos a permitir que o nosso ensino seja um embuste&#8230;<br />
As alternativas são tão óbvias que até chegam a ser estranhas. Entao, se o ensino português estava considerado como uns dos melhores, para quê &#8220;mexer na base&#8221;? Todos sabem que em equipa vencedora não se deve mexer&#8230;<br />
Ora, temos uma taxa de reprovação nula, ou quase, até ao 9º ano &#8211; ensinamentos tirados daqui:<br />
&#8211; premeia-se quem não sabe, quem não trabalha e quem não se esforça.<br />
&#8211; banaliza-se quem se esforça e trabalha<br />
&#8211; ensina-se toda uma (neste caso várias) gerações a não ter consequências<br />
&#8211; o &#8220;normal&#8221; é ser baldas, mal educado e desrespeitador em sala de aulas. Quem respeita, é educado e trabalha é tido como &#8220;burro&#8221;&#8230;<br />
&#8211; importa é dar por dar, não importa dar para se saber. Um exemplo prático: como se dá a área sem ter dado as medidas de comprimento na perfeição? Como se resolvem problemas práticos se na escola não são levados a raciocinar? Como é que se quer que saibam fazer contas se usam sempre a calculadora?<br />
&#8211; como interpretar se muitos alunos passam de ciclo (já não falo só de ano) sem saber ler fluentemente!?</p>
<p>Concordando consigo, Dr Jorge Fonseca de Almeida, enquanto continuarmos com os valores base de bem estar e respeitar os demais invertidos, o ensino não pode estar a ser bom. Quando se permite que as exceções se tornem o normal, quando um professor não é defendido em prol da falta de respeito do aluno, enquanto não se mostrar/ensinar aos alunos que só tem direitos quem cumpre o seu dever (independentemente da esfera em que se encontra: escolar, desportiva, doméstica, etc), temo que a mão de obra que vai chegar ao mercado de trabalho nos levará a um caminho de rutura e crise económica e social aguda.</p>
<p>É uma análise que carece de medidas rápidas/urgentes dos nossos dirigentes, da nossa sociedade porque, para todos os efeitos, os Encarregados de Educação estão a fazer um trabalho, também, duvidoso, pois somos todos responsáveis pelo desenvolvimento das gerações futuras.</p>
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